Por onde passo
Não há mais nada
Não há mais rua
Não há calçada
Por onde passo
É outra cidade
Todos estranhos
Sinto saudade
Por onde passo
Não sei o rumo
Perco o equilíbrio
Foge-me o prumo
Ninguém me olha
Sou abominável
Ninguém me toca
Sou intocável
Tocar em algo
É-me impossível
Não tenho tato
Sou invisível
Perdi a vida
Não percebi
Não estou mais lá
Eu já subi
Não deixei nada
Deram-me flores
Tenho saudades
Dos meus amores...
Estou entrando
Na casa dela
Vou lá nos fundos
Bem perto dela
Causo arrepio
É natural
Eu já morri
Não causo mal
Já até esqueceu
Se o bem eu fiz
Só quis a ela
Fazer feliz...
Ineifran